“NAVEgar é preciso (...) Viver não é necessário; o que é necessário é criar.” Fernando Pessoa

O Instituto Fernando Pessoa possui um espaço de criação e reflexão, chamado NAVE (Núcleo de Arte, Vídeo e Escrita).

A partir de filmes, literatura e outras artes, o objetivo é a construção coletiva de conhecimento e a expressão de subjetividade.

A idéia do NAVE é ser um movimento constante de expansão artística e cultural, de acordo com o interesse dos participantes/colaboradores, sempre com um clima informal e descontraído, aberto a boas idéias!

EXPERIMENTE.

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Na sessão EspaçoNave suas viagens e devaneios são publicados!

10 de mai. de 2011

Psicologia em Prosa e Verso II

Em seu segundo ano, o evento da UFCSPA que aborda as relações entre Psicologia e Literatura, discute no dia 11 de maio, quarta-feira, às 17h, O Retrato de Dorian Gray. Esta importante obra de Oscar Wilde já foi bastante discutida nas aulas de Cultura do Instituto Fernando Pessoa
No dia 11 os debatedores serão o psicólogo Roberson Rosa, doutorando em Literatura, e a psicóloga Rosimara Pozada, psicanalista.
O evento é aberto e o investimento é de R$ 5,00.
Mais informações: psicologiaemprosaeverso.blogspot.com

29 de abr. de 2011

Minha Mãe é uma Peça

Para comemorar o mês das mães, chega a Porto Alegre para dois dias de apresentações, a comédia Minha Mãe É Uma Peça. Na trama Dona Hermínia é uma mulher de meia idade, aposentada e sozinha cuja maior ocupação é justamente procurar o que fazer, uma vez que seus filhos estão crescendo e não precisam mais de seus excessivos cuidados e broncas. Embora a heroína seja quase desagradável, acompanhar um dia de sua enfadonha e enlouquecida rotina já é suficiente para fazer-nos reconhecer na personagem nossas próprias mães, tias e todo tipo de mulher mais velha que inevitavelmente passeia por nossas vidas.
O espetáculo acontece nos dias 07 e 08 de maio, no Teatro do Bourbon Country.

18 de abr. de 2011

EspaçoNave

Fuga

Corro do corpo em movimento.
Corro até sentir o soprar do vento.
Corro ou sou atropelado pelo tempo.
Corro ou morro.
Socorro! Socorro!

Roberson Rosa

17 de abr. de 2011

EspaçoNave

Lembranças do Insconsciente

Na imensidão do nada
Ou no vazio do tudo
Sombria vida devastada
Observa, pensa, mudo...

O louco camaleão
Sobrevive ao mundo cão
Suas velhas veias
Como telhas teias
 de vidro
Tal qual viúva
sem marido
Lamenta a solidão

Opção? Não sabe
nem mesmo se cabe
Outra solução,
Covarde
E quando a saudade invade, arde
O pobre coração, ali

Em sua angústia obscura,
tarde,
O louco ri...

Nando Barrett

9 de abr. de 2011

A Concha das Horas

Leva o teu sorriso, por favor leva pra longe. Leva o que puderes, leva as minhas dores todas. Leva o teu olhar e leva o que mais achares e eu acolherei, desta vez, o teu silêncio. Guarda o teu amor, num lugar que não existe. Deixa, eu mesmo lavo o que nos sobrou de triste. Pelo nosso quarto, pela cama no deserto eu vou sacudir o que dizer ser adeus. Leva teu rancor, teu espelho mais antigo. Leva o que couber no teu corpo tão vazio. Deixa meus escudos. Deixa, eu fugirei do frio mesmo que viaje à neve das cordilheiras. Mas a noite é longa, nas malas e nas tristezas. Leva tudo agora, que a manhã não se demora. Deixa, eu mesma espanto o que tanto ainda me cala e o teu desamor me dói mais quando nem falas. Mas quem sabe amigo... um dia eu te lembre no beijo esquecido na palma do tempo na concha das horas.
Jaime Vaz Brasil - Escritor, Psiquiatra e Diretor Cultural do Instituto Fernando Pessoa.

1 de abr. de 2011

A Tecelã

O espetáculo conta a história de uma mulher capaz de converter em realidade tudo que tece em seus fios. De uma forma poética, trata da solidão feminina, das dificuldades de relacionamento e do poder criativo como possibilidade de transformação.
De sexta a domingo, até 17 de abril, no Teatro de Câmara Túlio Piva.

18 de mar. de 2011

EspaçoNave

Outra Ótica

E se a uva falasse
O que diria à raposa?
De gente, estou cercada
Mas me sinto tão sozinha

Desejo que me alcance
Mostrando minha beleza
Meu aroma, aparência
Mas quando a raposa vejo
Lembro que sou uma uva

A raposa de mim desdenha
Não suporta me querer
O que a ela resta?
Me ver, me ver, me ver

Assim, vou vivendo
Sou de todos que me olham
Tenho medo que me amem
E me vejam como sou
Apenas uma única uva só

Rosaura Grossi

9 de mar. de 2011

Adolescer

Em cartaz há nove anos, "Adolescer" traduz as questões de uma faixa etária muito peculiar. A peça reflete sobre valores de ética e comportamento e tem fragmentos de celebridades: os escritores Moacyr Scliar e Carlos Drummond de Andrade, o psiquiatra José Outeiral e os psicanalistas Rubem Alves e Cybelle Weinberg. O espetáculo faz pensar, promove discussão e propõe mudanças.
Aos sábados e domingos até 27 de março,
no Teatro Bruno Kiefer.

1 de mar. de 2011

EspaçoNave

Padecer

Minha vontade de ser não fenece
Não fenece
Porque padece.
Padece, aguenta, atura,
prova, suporta, tolera.
Não fenece
Porque padece,
Porque sofre.

Minha tentativa de ser não fenece.
Não fenece não.
Não fenece porque é angústia.
Não fenece porque é paixão.

Minhas tentativas não fenecem,
Não fenecem não.
Não fenecem porque são
Tudo que há
E a loucura de não passar em vão.

Minha tentativa de ser não fenece.
Minha vontade de ser não fenece.
Minha loucura não fenece.
E não fenecem
Porque padecem.

Não feneço
Porque padeço.
Porque aguento,
Porque sofro,
Porque provo.

E não feneço
Porque não me deixo fenecer.
E não feneço
Porque padeço,
Porque a vida me faz padecer.

Richelli Afonso

25 de fev. de 2011

EspaçoNave

Olho Mágico

Olho para dentro e vejo que lá fora todos estão fartos da falta de si mesmos.
Nando Barrett

21 de fev. de 2011

Vozes de Orfeu

vozesdeorfeu.blogspot.com é um blog surgido a partir da Oficina de Representação e Fábulas do Eu (ORFEU), que acontece com os usuários do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Centro de Novo Hamburgo.
Orfeu é aquele que cura pela luz. Filho da ninfa Calíope e de Apolo, dotado de extraordinária beleza, de todos os dons e de um estranho poder, é tido como o maior poeta e músico da Grécia. De sua lira de sete cordas ele tirava sons tão enternecedores e melodiosos que apaziguam a tempestade, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento e faziam os rios e os rochedos, encantados, seguirem-no onde quer que fosse. Como era capaz de seduzir tanto os deuses quanto os homens, conseguiu abrandar os modos selvagens dos trácios e iniciá-los na civilização.

9 de fev. de 2011

Cisne Negro

Filme que está em cartaz nos cinemas. Trata-se de uma menina que precisa entrar em contato com a outra parte (sombra - escondida) de si para poder fazer seu trabalho, no balé. Ela tem um professor que chuta o balde para que ela faça esse "parto" de seu lado branco para seu lado negro.
Recomendado a pacientes, e terapeutas que têm sido "muito meigos". Quem ver o filme vai entender essa frase.

Maureen de Castro Moraes

8 de fev. de 2011

A Claudinha Está Lá Fora

No meio da noite um casal percebe que a filha, Claudinha, está com o namorado na sala. Do quarto eles fantasiam sobre o que acontece lá fora e utilizam o romance da filha como pretexto para discutirem e repensarem a própria relação.
Com muito bom humor, o espetáculo expõe a fragilidade das nossas relações.
O espetáculo é integrante do Porto Verão Alegre e está em cartaz de terça a quinta até 10 de fevereiro

29 de dez. de 2010

EspaçoNave

Ambivalência

Tanto tempo se passou
A que saber onde estou
Em ti, parte de mim ficou
Agora busco o que restou
Com certeza, siamesas
Amor e raiva vivem juntos
O mesmo ar a respirar
Um coração a palpitar
Separando-as uma morre
A outra, solidão!
Mas o sofrimento ensina
E a verdade cura
Sem a mentira da ilusão
Encontrar a si mesmo dói
Mas viver a si mesmo liberta.

Rosaura Grossi 28/03/03

8 de dez. de 2010

Instituto em festa!

Parabéns aos psicólogos da turma 2008/2010 pela formatura no Curso de Especialização em Psicologia Clínica!
"É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". Fernando Pessoa

30 de nov. de 2010

EspaçoNave

O nome da música é The Fear, que traduzida seria Medo, e quem canta é uma britânica chamada Lily Allen. Eu gosto do estilo de suas músicas, pois trazem bons conteúdos, em termos de atualidade, para serem pensados. Nessa música, ela fala sobre muitas coisas, lançando um olhar geral sobre a sociedade e seus valores e o quanto isso acaba gerando medo nas pessoas. A idéia principal gira em torno do quanto o funcionamento social é um alimentador de valores e práticas que podem vir a se tornar patológicas. Ela tem muitas outras músicas interessantes, mas escolhi essa porque acredito que fala sobre algo com que o psicólogo trabalha, e diga-se de passagem, MUITO, na clínica atual.
Fica aí minha sugestão de música e reflexão. Espero que gostem!
Maureen de Castro Moraes

19 de nov. de 2010

Workshop sobre Terapia Familiar Breve

O Instituto Fernando Pessoa e a Núcleo-Pesquisas do Rio de Janeiro promovem um Workshop com Moises Groisman, médico psiquiatra, psicanalista, pioneiro da Terapia Familiar no Brasill e criador do Modelo Sistêmico Vivencial.
Será no dia 20 de novembro, das 9h às 18h no Hotel Continental, em Porto Alegre.
Inscrições pelo telefone 22466588 ou e-mail ifpessoa@terra.com.br
Mais informações: institutofernandopessoa.com.br

16 de nov. de 2010

EspaçoNave

Essa música foi escrita após uma das entrevistas do meu trabalho de conclusão de curso, na qual um psicanalista me falou a respeito do Falso Self, projeção, vazio, estágio do espelho...

Baile de Máscaras

Há tempos comecei a pintar
Com palavras e ações
Vi um ser se moldar
Em um mundo de ilusões
Precisava me proteger
Daquilo que sou
Errei por não saber
No mesmo erro de todos eu estou
Eu ainda era uma criança
Quando coloquei minha máscara
Nem me lembro o que há por trás dela
A tratei como uma jóia rara
Fiz de tudo para que fosse a mais bela
Fiz de mim o que não sabia
O que sei, acabei não fazendo
A cada gesto a vida se tornava vazia
De mim mesmo acabei me perdendo
O sorriso faz parte do meu disfarce
Pois a dor se oculta além da face
As cicatrizes estão entalhadas
Pelo meu desdenho foram moldadas
Minha aquarela é o meu sangue
Morro por dentro para colorir vermelho
Moldada pelos outros, minha face enchangue
O teu olhar é o meu espelho
Eu posso remodelar minha face a qualquer hora
Despisto esse vazio por quase um segundo
Mas o que há, entre eu e minha máscara
Não consegue se moldar a esse mundo

Cleiton Fronckowiak

9 de nov. de 2010

EspaçoNave

"Livros...ó livros...Eu penso na vida como sendo um livro. Quanto mais você explora, mais começa a fazer sentido".
56º Feira do Livro de Porto Alegre: De 29 de outubro a 15 de novembro de 2010.
Informações: feiradolivro-poa.com.br

Alethea Oliveira

4 de nov. de 2010

Promoção convites para Pessoas As Memórias

Os ganhadores dos convites disponibilizados para o Instituto Fernando Pessoa são os psicólogos: Alethea Oliveira Cleiton Fronckowiak Maureen de Castro Moraes Rosaura Grossi Claudia Arsevenco
Em breve, seus materias serão publicados na sessão EspaçoNave.